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Olfato e Paladar

                  "Quem não tem aroma de rosas, que tenha olfato de abelhas."

( Autor desconhecido)

OLFATO

    O olfato é um dos mais complexos sentidos do ser humano; existem, ainda, diversos questionamentos acerca do funcionamento do nosso sistema olfativo, e várias pesquisas sobre os seus mecanismos. Porém, o que se sabe é que é com o sentido do olfato que sentimos os mais diferentes odores que nos circundam – uma quantidade de cheiros que ultrapassa a casa dos bilhões, e que mexe com as nossas emoções, memórias e até mesmo com o nosso paladar.

COMO FUNCIONA O OLFATO?

    O principal órgão do nosso sistema olfativo é o nariz. É dentro da cavidade nasal, em sua parte superior, que encontramos o epitélio olfatório. Nesse epitélio estão inseridos os denominados neurônios sensoriais olfatórios. Os terminais dos dendritos desses neurônios ficam na superfície desse epitélio, e neles se encontram diversos cílios imóveis, cobertos por uma camada de muco.

    As moléculas odoríferas – moléculas bem voláteis, que saem, por exemplo, de perfumes ou alimentos, se transportam pelo ar e entram em nosso nariz – se dissolvem nesse muco, e um impulso é enviado do corpo celular do neurônio até o seu axônio. Os axônios dos neurônios sensoriais olfatórios formam o nervo olfatório. Esse nervo faz sinapses com o bulbo olfatório, que, por sua vez, faz ligações com várias regiões do cérebro, que interpretam as mensagens enviadas por ele – e é assim, por fim, que conseguimos processar o cheiro das coisas.

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COMO DIFERENCIAMOS OS VÁRIOS CHEIROS?

    Nos cílios olfatórios temos os chamados receptores olfatórios, onde se ligam as moléculas odoríferas. Os genes responsáveis por esses receptores compõem entre 3 a 5% do genoma dos vertebrados. Nos seres humanos, são cerca de 400 genes que contêm o código desses receptores. As pesquisas indicam que cada neurônio sensorial olfatório possui apenas um único receptor olfatório específico que pode receber alguns tipos de moléculas odoríferas, e que cada molécula odorífera se encaixa em mais de um tipo de receptor. Desse modo, o cérebro processa todas as diferentes combinações e, assim, cria as percepções dos vários cheiros.

OLFATO, EMOÇÕES E MEMÓRIAS

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    Dentre as unidades com que o bulbo faz ligações, encontram-se a nossa amígdala e nosso hipocampo, que integram o nosso sistema límbico, responsável pelas nossas emoções e memórias. Assim, quando sentimos um cheiro, ele é relacionado às ações e/ou sentimentos da situação que estamos vivenciando, e é guardado na memória, de forma que essas emoções e memórias, sejam elas boas ou ruins, podem ser despertadas quando sentirmos o aroma novamente.

PALADAR

    O paladar é um dos sentidos do corpo humano que tem como característica o reconhecimento dos gostos e sabores. Esse processo ocorre através do contato das substâncias químicas, presentes nos alimentos, com os receptores gustativos que são excitados e mandam informações para o sistema nervoso, auxiliando na identificação dos graus de nocividade e na escolha daqueles alimentos que se tornam os “preferidos” para o indivíduo.

    O sistema gustatório realiza a percepção do paladar por meio das transmissões dos sinais gustativos. Essa transmissão inicia pelo envio desses sinais para o tronco cerebral, depois para o córtex cerebral, que interliga os órgãos do paladar, especificamente a língua, ao sistema nervoso central, que é onde as informações são traduzidas nas sensações de gosto.

       

 (REITENBACH, 2016)

OS CINCO  SABORES

    O paladar permite o reconhecimento dos cinco diferentes sabores: 

  • Doce - na região anterior da língua; 

  • Salgado - nas regiões látero-medianas da língua;

  • Amargo - na porção centromediana da língua;

  • Azedo - nas regiões látero-posteriores da língua;

  • Umami - na região central da língua.

                     

(GUIMARÃES, 2005;  KIM, 2004)

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UMAMI?!

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    Considerado como o “quinto sabor”, o umami foi descoberto em 1990 por Kikunae Ikeda, que constatou que esse novo sabor era causado pelo ácido glutâmico, presente em pequenas quantidades na saliva humana.

    Diferente dos demais sabores, o umami não é simples de ser reconhecido nos alimentos. Normalmente ele é considerado uma substância que não tem gosto ou sabor próprio, mas que tem a capacidade de elevar o paladar quando adicionado a alimentos.

    Alguns dos alimentos ricos em umami são: vegetais (batata, cogumelo, tomate, cenoura etc.), frutos do mar (peixe, alga, ostra, mariscos) e carne.

 

(VIEIRA, 2010)

RELAÇÃO: OLFATO E PALADAR

    Quem nunca experimentou o sabor de um alimento apenas por ter sentido seu aroma? Ou, quem nunca reconheceu uma comidinha a longas distâncias somente pelo seu cheiro?

    A gustação é função dos corpúsculos gustativos da boca, entretanto, o sentido do olfato contribui de forma intensa para a percepção dos gostos.          

    O sentido do olfato e do gosto se comunicam quimicamente com o meio e, em conjunto, possibilitam o paladar. Assim, os estímulos que ocorrem na língua - que tanto podem ser induzidos por alimentos quanto por bebidas -, ao passarem pelos receptores olfativos dão a sensação de ter ingerido a substância.

   Os seres humanos têm a capacidade de reconhecer cerca de 10.000 odores. Como o olfato está intimamente ligada ao paladar, os estímulos de cheiro podem ter um papel importante na preferência dos alimentos.

 

(REITENBACH, 2016)

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Técnicas Terapêuticas que envolvem o Olfato e o Paladar

Segundo o filósofo (Merleau-Ponty, 1945/1999), embora seja possível identificar funcionalmente cada órgão do sentido de modo isolado, é impossível reduzir o corpo em partes independentes e de modo desconectado.” Seguindo essa lógica de pensamento e reverberando a conexão do paladar com o olfato temos diversas  prática integrativas  que auxiliam os indivíduos no cuidado com a saúde . (FREITAS, 2012, p.147)

AROMATERAPIA

AROMA,  O QUÊ?! O QUE É ISSO?

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    A aromaterapia faz parte das práticas integrativas e complementares de saúde do SUS, e foi anunciada no dia 12 de março de 2018 na abertura do Congresso Internacional de PICS (Práticas Integrativas e Complementares) e Saúde Pública, realizado no Rio de Janeiro. Diante disso, a prática tem sua importância reconhecida e valorizada pelo Ministério da Saúde, principalmente por conta da comprovação científica de seus efeitos e da capacitação crescente de profissionais.

    A aromaterapia faz uso intencional dos óleos essenciais, que são substâncias 100% naturais, extraídas de vegetais, flores e raízes. O termo aromaterapia foi utilizado pela primeira vez pelo perfumista Frances Gatefosse, que, a partir de seus experimentos, acabou se queimando, teve queimaduras no braço e na mão, e assim, mergulhou esse braço em uma vasilha de óleo essencial de lavanda e conseguiu verificar cicatrização muito rápida e também alívio das dores de forma instantânea. Diante disso, o mesmo começou a se interessar cada vez mais pelos efeitos terapêuticos dessas substâncias - os óleos essenciais - e, depois dele, surgiram outros profissionais que se aprofundaram no estudo, como cientistas e médicos.

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    Os óleos essenciais possuem componentes químicos altamente concentrados em cada molécula, possibilitando um tratamento físico, mental, emocional e energético do ser humano. Os principais métodos utilizados em aromaterapia se dão através da inalação, pelo banho aromático e pela aplicação, sendo que a via de absorção mais importante é a olfativa, em que as moléculas altamente voláteis adentram as narinas e se conectam com o bulbo olfativo, que está interligado com o nosso sistema límbico, onde se encontram as nossas emoções, memórias e crenças – promovendo, assim, um tratamento direto nessa região. Por fim, a aromaterapia apresenta um tratamento baseado na visão holística do ser humano, focando no corpo e mente, sendo uma excelente opção em decorrência dos efeitos colaterais e reações adversas provenientes dos tratamentos convencionais.

(ANDREI & DEL COMUN, 2005).

FITOTERAPIA

O QUE É ISSO? É DE COMER?

    De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Os fitoterápicos são todos os medicamentos tecnicamente obtidos e elaborados com substâncias ativas de vegetais com finalidade profilática, em que os riscos, qualidade e eficácia sejam comprovadas por levantamentos etnofarmacológicos e documentações técnico-científicas em publicações ou ensaios clínicos (SANTOS et al., 2011).

    A fitoterapia e o uso de plantas medicinais fazem parte da prática da medicina popular,  sendo um conjunto de saberes internalizados e propagados por muitos usuários, especialmente pela tradição oral (BRUNING, MOSEGUI & VIANNA, 2012).

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E AS PLANTAS MEDICINAIS? SÃO A MESMA COISA?

    Não! Não são! “Entende-se por plantas medicinais, aquelas naturais ou cultivadas, utilizadas com finalidade terapêutica” e que podem ser preparadas em ambiente caseiro (MENEZES et al., 2012, p. 112). É importante destacar, porém, que os fitoterápicos também se diferenciam das plantas medicinais porque não há muito conhecimento cientificamente comprovado sobre os efeitos tóxicos e terapêuticos deste  último (LOURES et al., 2010).

FITOTERAPIA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

    A Fitoterapia, do ponto de vista legal, começou a ser inserida nos serviços de saúde em  1988 quando a Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação (CIPLAN) aplicou uma resolução que viabilizou a utilização dessa prática em diversas especialidades dos  serviços de saúde, desde que os profissionais tivessem a devida capacitação (FIGUEREDO, GURGEL & GURGEL JUNIOR, 2014).

   Entretanto, foi com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) - aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde e pelo Ministério da Saúde (MS) em 2006 - que essas e outras PICs foram institucionalizadas no SUS ao contemplar diretrizes, ações e responsabilidades para a oferta desses serviços e produtos com qualidade no âmbito federal, estadual e municipal (SANTOS et al., 2011).

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   Desse modo, a implementação da fitoterapia na atenção básica do SUS representa não só a incorporação de mais uma estratégia terapêutica à disposição dos profissionais e usuários, mas também o resgate de uma tradição milenar onde se imbricam o conhecimento científico e popular com as suas diferentes compreensões sobre o adoecimento e as formas de tratá-lo, rompendo a dicotomia entre os sistemas formal e informal de saúde (BATISTA & VALENÇA, 2012).

FLORAIS DE BACH

    De acordo com Nascimento (2017) os florais de Bach estabelecem um modo terapêutico que pode ser usada de forma individual ou associada à medicina alopática e tem sido muito empregado ultimamente. No ano de 1956, os florais de Bach foram reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde e classificados como ferramentas de cura amena e suave; essa prática é utilizada em diversas partes do mundo, alcançando, hoje, mais de 50 países. A filosofia de Bach mesmo sendo simples também é profunda, e tem seus fundamentos na natureza espiritual dos indivíduos e na perfeição nata.

FLORAIS DE QUÊ?!    O QUE É ISSO?

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    Nessa perspectiva, Bach parte do princípio de que a saúde e a felicidade provém da harmonia e integridade do indivíduo com sua própria natureza, seu próprio corpo - físico, mental e emocional - e com o ambiente ou o mundo em que ele está inserido, bem como inclui o aprendizado, por ele, das lições da vida e do cumprimento da jornada designada a cada um de nós. Já a doença é proveniente de uma desordem entre o “eu” espiritual e o “eu” mortal, sendo compreendida como o desequilíbrio e o conflito entre os desejos e informações da alma e da personalidade, e tendo a sua origem nos sete defeitos principais do ser humano: o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade mental e a cobiça. Além disso, o equilíbrio, para Bach, seria alcançado através de sete caminhos: a paz, a esperança, a alegria, a fé, a certeza, a sabedoria e o amor (NASCIMENTO, 2017; FONTANELLA, 2015).

    Os Florais de Bach usam a Lei da Alma como meio de diagnóstico, que se baseia no mais alto princípio de causa, diferente da medicina ocidental, que se limita às características individuais e às ações físicas. Segundo Nascimento (2017), Dr. Bach não se embasava nos estados negativos da alma, mas, nos positivos,  resultados do embate entre executar as instruções da personalidade e da alma, que como foi dito, podem gerar doenças físicas.

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    Após alguns anos e a realização de diversos experimentos, Bach descobriu trinta e oito florais; destes, trinta e sete se baseavam em flores silvestres e flores de árvores individuais, sendo que o único que não faz parte desses grupos é o Rock Water, preparado a partir de fonte natural - que possui propriedades curativas - e água. Cada floral descoberto por Bach serve para um estado emocional e mental. Bach ainda descobriu uma combinação que ele nomeou “Rescue Remedy”, composta por cinco dos florais que são concebidos para situações difíceis e que exigem mais do indivíduo (NASCIMENTO, 2017).

 

 

 

AYURVEDA

    "De origem indiana, é considerado uma das mais antigas abordagens de cuidado do mundo e significa Ciência ou Conhecimento da Vida. Nascida da observação, experiência e o uso de recursos naturais para desenvolver um sistema único de cuidado, este conhecimento estruturado agrega em si mesmo princípios relativos à saúde do corpo físico, de forma a não desvinculá-los e considerando os campos energético, mental e espiritual. A OMS descreve sucintamente o Ayurveda, reconhecendo sua utilização para prevenir e curar doenças, e reconhece que esta não é apenas um sistema terapêutico, mas também uma maneira de viver. No Ayurveda, o corpo humano é composto por cinco elementos – éter, ar, fogo, água e terra –, os quais compõem o organismo, os estados energéticos e emocionais e, em desequilíbrio, podem induzir o surgimento de doenças" (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018).

AYURVEDA?  O QUE É ISSO?

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   "A investigação diagnóstica a partir de suas teorias fundamentais, como a avaliação dos doshas, leva em consideração tecidos corporais afetados, humores, local em que a doença está localizada, resistência e vitalidade, rotina diária, hábitos alimentares, gravidade das condições clínicas, condição de digestão, detalhes pessoais, sociais, situação econômica e ambiental da pessoa. Os tratamentos ayurvédicos consideram a singularidade de cada pessoa, e utilizam técnicas de relaxamento, massagens, plantas medicinais, minerais, posturas corporais (ásanas), pranayamas (técnicas respiratórias), mudras (posições e exercícios) e cuidados dietéticos" (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018).

 

 

 

    "Para o ayurveda, indivíduo saudável é aquele que tem os doshas (humores) em equilíbrio, os dhatus (tecidos) com nutrição adequada, os malas (excreções) eliminados adequadamente, e apresenta uma alegria e satisfação na mente e espírito. Essa é uma das Práticas Integrativa e Complementar do SUS que está vinculada ao sentido – paladar, por causa do cuidado através dos hábitos alimentares e cuidados dietéticos" (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018).

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  • Alimentação

"Recomenda-se ingerir alimentos produzidos em sua região seguindo a estação do ano em que são cultivados. A dieta deve levar em conta o dosha, perfil baseado em determinadas características de cada indivíduo: pessoas pitta, por exemplo, precisam maneirar nos sabores picantes, que acentuam o fogo.

  • Terapias

Cromoterapia, aromaterapia, meditação com repetição de mantras… Tudo isso também é contemplado pelo ayurveda. São práticas que, para além do corpo físico, trabalham com a energia sutil e o propósito de vida.

  • Plantas medicinais

A fitoterapia é um pilar importante de medicinas orientais como a ayurvédica e a chinesa. Em geral, são usadas ervas e raízes cujas propriedades aparecem em compêndios antigos. Hoje a utilização vem no formato de chás, xaropes e cápsulas.

  • Massagem

São várias as técnicas. De um modo geral, elas aumentam a circulação dos fluidos vitais, facilitam a eliminação de toxinas e nutrem os tecidos do corpo. Podem ser feitas com óleo (bastante!) ou pós de ervas.

  • Purificações

Para equilibrar os doshas e manter o estado de saúde, existem tratamentos que eliminam ama, aquilo que não foi digerido e pode provocar doenças. É o caso das limpezas de intestino e das vias respiratórias.

  • Ioga

Ioga e ayurveda caminham juntas – ambas estão entre as principais filosofias indianas. A prática de meditação, respiração e posturas é recomendada como parte de uma rotina saudável."                                                                                     

 

(SCHULZ & ROCHA, 2013)

 

O MÉTODO NA PRÁTICA

BREVE HISTÓRIA  DA MEDICINA AYURVÉDICA

  • "3 mil a.C.: Vêm da civilização do Vale do Indo, na Índia, as primeiras referências ao que seria a base do ayurveda. Conhecimentos dessa época se somaram à tradição oral dos Vedas, escrituras sagradas.

  • 2 a.C. – 8 d.C.: Datam desse período os três tratados que condensam o sistema ayurvédico: Caraka Samhita, Susruta Samhita e Astanga Hridayam, o último escrito séculos mais tarde que os outros.

  • 16 d.C.: Após guerras e tentativas de destruição, a ciência indiana é resgatada pelo imperador mongol Akbar, que ordenou sua compilação e permitiu que ela fosse preservada" (SCHULZ & ROCHA, 2013).

 

 

 

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DESCUBRA O SEU DOSHA!!!

  • "Pitta (fogo e água): Indivíduos com a predominância desses elementos têm tamanho mediano, metabolismo acelerado e sentem muita sede. Tendem a ser ativos e críticos. Pitta se caracteriza pelo que é quente, líquido, azedo e oleoso.

  • Vata (espaço e ar): São pessoas magras, com pouca musculatura, longilíneas e friorentas. Costumam ser ágeis, entusiasmadas, comunicativas e indecisas. Vata reúne qualidades como seco, leve, frio, móvel, áspero e claro.

  • Kapha (terra e água): Essa combinação está associada a uma estrutura física forte e larga, com tendência a ganhar peso. Pessoas desse tipo são estáveis, lentas, pacientes e mais preguiçosas. Kapha é pesado, suave, oleoso e adocicado"(SCHULZ & ROCHA , 2013).

APITERAPIA

API, O QUÊ?! O QUE É ISSO?

    A apiterapia como medicina alternativa vem demonstrar uma nova forma de tratamento, utilizando produtos apícolas, no caso, o veneno de abelhas (apitoxina) para a cura de problemas de saúde. Atualmente, os avançados equipamentos de diagnóstico, precisos e rápidos, levaram a Apiterapia aos patamares de destaque em todo o mundo científico, comprovando a eficiência na purificação, regeneração e nutrição do organismo. No entanto, no Brasil a aplicação desta técnica ainda é muito pouco utilizada (SEIJAS, 2017).

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    As abelhas têm grande relevância e contribuição a dar para a condição saudável do homem sobre a Terra, tanto na área da agroecologia como na médica. Sua ação terapêutica, principalmente na nutrição, fortalece o sistema imunológico, alcaliniza e se faz rápida a mineralização do paciente. A substância que mais se destaca na composição do veneno da abelha é a melitina, uma cadeia de 26 aminoácidos. A apitoxina, o veneno, também é abastecida pelo poder do pólen que a originou, enriquecida com as glândulas salivares das abelhas e também enriquecida pela glândula de veneno (SEIJAS, 2017.)

    Todos os produtos são secretados, generosamente, pelos vegetais, e colhidos e elaborados pelas abelhas. Melitófilas são chamadas as plantas que secretam os alimentos para as abelhas – néctar, pólen e própolis – de onde elas produzem o mel, o pão das abelhas, a geleia real, a apitoxina, as larvas de zangão e a cera. Sendo assim, o segredo desta técnica está nos efeitos benéficos do veneno que, aplicado em micro doses em partes especificas do corpo estimula as defesas do organismo. Uma curiosidade bastante interessante é que, o mel cru é considerado como a chave do sucesso nos tratamentos requeridos, tanto por via oral, nasal, via intravenosa ou intraintestinal e em massagens (SEIJAS, 2017).

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Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade teria apenas mais quatro anos de existência. Sem as abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais e sem animais não haverá raça humana”.

Albert Einstein

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Temos aqui, através deste vídeo, uma reportagem sobre  uma prática exitosa:  Um Jardim Sensorial integrando os cinco sentidos. Eis que esta proposta deixaria alegre até o filósofo fenomenólogo francês, Maurice Merleau-Ponty, que traz na sua concepção do corpo como: “ .... movimento, sensibilidade e expressão criadora”  e reforçando assim a importância  que a fenomenologia dá ao sentido, à rede de significações que envolvem os objetos percebidos. É neste sentido que a consciência é doadora de sentido.” (PEIXOTO, 2012)

REFERÊNCIAS:

ANDREI, P. ; DEL COMUN, A. P. Aromaterapia e suas aplicações. CADERNOS - Centro Universitário S. Camilo, São Paulo, v. 11, n. 4, out./dez. 2005.  Disponível em: <http://www.saocamilo-sp.br/pdf/cadernos/36/07_aromaterapia.pdf>. Acesso em:14/11/2018.

BATISTA, L. M.; VALENÇA, A. M. G. A fitoterapia no âmbito da atenção básica no SUS: realidades e perspectivas. ​Pesq. Bras. Odontoped. Clin. Integr.​​, João Pessoa, 12(2):293-96, abr./jun., 2012. 

BRUNING, M. C. R.; MOSEGUI, G. B. G.; VIANNA, C. M. A utilização da fitoterapia e de plantas medicinais em unidades básicas de saúde nos municípios de Cascavel e Foz do Iguaçu – Paraná: a visão dos profissionais de saúde. ​Ciência & Saúde Coletiva​​, 17(10):2675-2685, 2012.

FIGUEREDO, C. A.; GURGEL, I.G.D.; GURGEL JUNIOR, G.D. A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos: construção, perspectivas e desafios. ​Physis: Revista de Saúde Coletiva​​, Rio de Janeiro, 24 [2]: 381-400, 2014.

 

FLORENCIO, A. De onde está vindo esse cheiro? A química do aroma. Ensinando e Aprendendo, 09 de janeiro de 2014. Disponível em: <http://www.ensinandoeaprendendo.com.br/quimica/quimica-cheiro-aroma/>. Acesso em: 15/11/2018.

 

FONTANELLA, T.  Terapia Essências Vibracionais Despertar Feminino: Manual do Terapeuta. Espaço Ânima: Curitiba/PR, 2015. 1ª Edição, 157 p., 21 cm.

FREITAS, Marta Helena de et al . Os sentidos do sentido: uma leitura fenomenológica. Rev. abordagem gestalt.,  Goiânia ,  v. 18, n. 2, p. 144-154, dez.  2012 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-672012000200004&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  18  nov.  2018.pag.147

GUIMARÃES Jr. Estomatologia – Fundamentos de Odontologia. São Paulo: Guanabara Koogan, 2005]

 

GUIMARÃES, M. Os mistérios do cheiro. Pesquisa FAPESP 155, janeiro de 2009. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2009/01/01/os-misterios-do-cheiro/>. Acesso em: 15/11/2018.

GUIMARÃES, M. Variações do Olfato. Pesquisa FAPESP 255, maio de 2017. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/05/23/variacoes-do-olfato/>. Acesso em: 15/11/2018.

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